O Tejo precisa de segurança, fiscalização e visão de futuro

No dia 30 de julho, uma pequena embarcação ardeu e afundou no Tejo. O único tripulante, um pescador de 72 anos, saltou para a água e foi resgatado pela GNR, sem ferimentos.Tudo indica que terá sido um acidente, eventualmente com alguém que cumpria as regras. O problema estrutural está noutras embarcações que atravessam o estuário a grande velocidade, por vezes associadas a atividades ilegais. Em janeiro de 2025, uma embarcação de pesca colidiu com um catamarã da ligação Barreiro–Lisboa, provocando dois feridos e deixando dois pescadores desaparecidos.

Não falta vigilância, mas faltam meios permanentes para impedir que, poucos dias depois de cada operação policial, tudo volte ao mesmo.

Também algumas embarcações turísticas levantam dúvidas sobre lotação, estabilidade e meios de salvamento, sobretudo quando transportam grupos concentrados nos conveses superiores.

Gosto deste turismo: já tive a oportunidade de jantar num catamarã-restaurante e contemplar Lisboa iluminada é uma experiência extraordinária.

Mas Lisboa não pode transformar o Tejo apenas num cenário turístico: deve preservar a atividade portuária, a pesca, a arte xávega e desenvolver melhor as praias da Costa da Caparica.

 

Precisamos de um verdadeiro ecossistema portuário, com espaço para o turismo, mas onde a segurança, a economia produtiva e o combate às atividades ilegais sejam prioridades.




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